O crescimento econômico e populacional intensifica os padrões de consumo e amplia a demanda por produtos e recursos naturais, evidenciando a necessidade de conciliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Torna-se, assim, necessária a reestruturação dos modelos de produção e consumo, especialmente em setores estratégicos e intensivos na utilização de recursos, como o setor energético, por exemplo. A transição para fontes renováveis destaca-se como estratégia fundamental para mitigar impactos ambientais e ampliar a segurança no suprimento de energia, onde a energia solar fotovoltaica se destaca como uma das tecnologias de maior potencial. Entretanto, a rápida expansão dessa fonte provoca a geração progressiva de resíduos ao final da vida dos módulos fotovoltaicos, os quais contêm materiais potencialmente perigosos, mas também minerais críticos com elevado potencial de recuperação. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo analisar a viabilidade econômica do processo de descomissionamento, destinação, reciclagem e comercialização de materiais secundários dos módulos fotovoltaicos no Brasil. Foi estimado que até 2050 o Brasil será responsável pela geração de cerca de 77,4 milhões de módulos fotovoltaicos em fim de vida e o custo equivalente de cerca de R$ 5,7 bi. Porém, o potencial econômico com material secundário foi avaliado em cerca de R$ 7,9 bi, evidenciando a viabilidade do processo desde que alguns indicadores sejam atendidos. Para isso, é necessário que políticas públicas de gestão de resíduos, logística reversa e Economia Circular (EC) sejam devidamente aplicadas.
ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DO DESCOMISSIONAMENTO E RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS SECUNDÁRIOS A PARTIR DE MÓDULOS FOTOVOLTAICOS
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