Com o avanço da inserção de fontes renováveis variáveis (FVR) na matriz elétrica brasileira, aumenta o desafio de gerenciar a variabilidade intrínseca a essas tecnologias, cuja flexibilidade operacional é limitada. Nesse contexto, torna-se essencial adotar estratégias que mitiguem as oscilações da geração agregada no Sistema Interligado Nacional (SIN), promovendo maior confiabilidade no suprimento. Uma abordagem eficaz consiste na combinação de empreendimentos com perfis de geração complementares, capazes de suavizar a variabilidade horo-sazonal e reduzir a necessidade de despacho térmico. Considerando a diversidade tecnológica e ambiental dos recursos disponíveis no Brasil, bem como a ampla extensão territorial e a interligação elétrica entre regiões, a hipótese central da tese sustenta que a alocação estratégica de empreendimentos renováveis pode otimizar o desempenho sistêmico, mesmo em locais com menor fator de capacidade isolado, desde que apresentem complementariedade horo-sazonal. Para avaliar essa hipótese, foram utilizados dados atmosféricos horários do reanálise ERA5, do ECMWF, processados em RStudio. Esses dados possibilitaram a simulação técnica de parques eólicos onshore e offshore, além de usinas fotovoltaicas (UFVs), no SAM (System Advisor Model). Os empreendimentos simulados serviram como insumo ao Modelo de Decisão de Investimentos (MDI), adotado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) no planejamento da expansão do setor elétrico. A integração entre dados meteorológicos e modelagem de otimização permitiu avaliar a competitividade e a complementariedade das FRVs sob critérios técnicos, operacionais e econômicos, contribuindo com uma abordagem prospectiva para o planejamento energético nacional.
EFEITO PORTFÓLIO: ANÁLISE DE COMPLEMENTARIEDADE DE FONTES RENOVÁVEIS UTILIZANDO MODELO DE OTIMIZAÇÃO PARA O PLANEJAMENTO DA EXPANSÃO DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO NO HORIZONTE DECENAL
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