INTEGRAÇÃO DE ATIVIDADES ALTERNATIVAS DE GEOCIÊNCIAS PARA EXPANSÃO DO E&P DE O&G ATRAVÉS DA ESTRATÉGIA DE COEXPLORAÇÃO

Publicação:

Autoria:
Rômulo de Araújo Matos

O setor de energia enfrenta uma transição profunda, marcada pela necessidade de reduzir as emissões e, ao mesmo tempo, garantir a segurança energética em um contexto de demanda crescente. Embora ainda estratégica para a economia global, a Exploração de O&G está exposta a riscos significativos que são ampliados pelas incertezas associadas à transição energética e à descarbonização. Projetos exploratórios, tradicionalmente intensivos em capital e com longos ciclos de investimentos, tornam-se especialmente vulneráveis diante da imprevisibilidade dos cenários futuros. Nesse cenário, torna-se necessário repensar a prática exploratória. A ampliação do portfólio para incluir recursos como geotermia, H2 natural, He, lítio em salmouras, mineração submarina e armazenamento geológico permite às empresas de O&G aproveitar suas competências geocientíficas para diversificar riscos, ampliar oportunidades e fortalecer sua resiliência estratégica. Surge, assim, o conceito de Coexploração ou Exploração Integrada do Subsolo, que propõe avaliar múltiplos recursos em conjunto e sinergia, criando flexibilidade operacional e potenciais fluxos de receita alinhados à transição energética. Para avaliar a atratividade dessa abordagem, este trabalho emprega uma simulação de Monte Carlo para comparar o desempenho econômico entre projetos tradicionais de O&G e projetos concebidos sob o modelo de Coexploração. A abordagem probabilística permite capturar incertezas relacionadas a preços, custos, produtividade e políticasclimáticas, oferecendo uma visão mais robusta dos riscos e das oportunidades. Os resultados sugerem que a integração exploratória pode aumentar a resiliência e a viabilidade econômica dos projetos no contexto de transição energética.